sexta-feira, 5 de março de 2010

Estresse, hormônios e ansiedade são as principais causas da enxaqueca

Se você acha que o trabalho é a causa da sua dor de cabeça, não está sozinho. Uma pesquisa divulgada esta semana pela Sociedade Brasileira de Cefaleia indica que 65% das pessoas sofrem com a dor de cabeça no escritório. As mulheres são as que mais sofrem com este tipo de dor: 60% delas e 43% dos homens relataram ter episódios de cefaléia no período de um ano.

Muitas vezes, o problema maior não é a cefaleia, mas seus efeitos no desempenho profissional e na vida pessoal de quem sente dor. Segundo o neurologista e cefaliatra presidente da Sociedade Mineira de Cefaléia, Ariovaldo Alberto Silva Jr., os episódios de enxaqueca ou cefaleia tensional têm um efeito ainda maior nas mulheres por causa das flutuações hormonais no período pré-menstrual. Mulheres entre 18 e 39 anos, afirma o médico, são as que mais têm crises de dor.

- As pessoas que costumam ter enxaqueca ou dor de cabeça tensional com regularidade costumam ter um perfil definido. São perfeccionistas, inflexíveis, muito dedicadas ao trabalho e não costumam se permitir muito tempo para o lazer. É aquela pessoa que está sempre 'ligada', fazendo tudo ao mesmo tempo - explica o neurologista.

A dor de cabeça também pode ser um sintoma da ansiedade. Se ela aparece mais de uma vez ao mês, é importante procurar um especialista para ver se o quadro não é sintoma de outra doença. Mulheres que tomam anticoncepcionais devem ficar atentas. Cerca de 60% das mulheres sofrem crises de enxaqueca durante a menstruação , e as crises podem piorar com o medicamento.

- Pode-se dizer que em 39% dos casos, os anticoncepcionais promovem uma piora das crises e em 3% dos casos promovem melhora. Em 18% dos casos, as crises começam durante o uso dos anticoncepcionais. Existem medicamentos que são usados profilaticamente para reduzir o impacto das enxaquecas menstruais. Mas, de um modo geral, o tratamento da enxaqueca menstrual costuma ser difícil .

Para diminuir a intensidade e a frequência das crises, o neurologista sugere evitar os analgésicos, que tomados mais de duas vezes por semana podem causar uma dor de cabeça medicamentosa, praticar exercícios físicos aeróbicos por 30 minutos ao menos três vezes por semana, dormir mais e se alimentar melhor.

- O exercício aeróbico, como a caminhada, ajuda a ativar o sistema que inibe a dor. O efeito dura até 48 horas. Já o jejum prolongado estimula o aparecimento das crises. Além de tomar o medicamento adequado, o paciente com cefaleia deve fazer uma análise do seu estilo de vida e reduzir as cobranças, o estresse e ansiedade. A dor diminui quando a vida está em equilíbrio - resume.

Fonte: O Globo (on line) - 05/03/2010

Consumo regular de analgésicos leva a perda auditiva

Um estudo norte-americano que acompanhou 26 mil homens por 18 anos mostra que o uso regular de aspirina, acetaminofen (substância ativa de analgésicos como o Tylenol) e anti-inflamatórios não esteroides (como o ibuprofeno) aumenta o risco de perda auditiva, especialmente nos homens com menos de 60 anos. Os autores apontam que o consumo regular (duas ou mais vezes por semana) de acetaminofen aumenta em 99% o risco de deficiência auditiva em homens com menos de 50 anos e em 38% em homens entre 50 e 59. A partir dos 60 anos, o risco cai para 16%. "A relação entre o acetaminofen e a perda auditiva nunca havia sido estudada", disse à Folha Sharon Curhan, do Brigham and Women's Hospital, a principal autora do estudo.

Entre os que usam regularmente aspirina, o risco de perda auditiva foi 33% maior para homens abaixo dos 59 anos. Não foi observado aumento de risco nos participantes com mais de 60 anos. O uso regular de aspirina, que diminui o risco de formação de coágulos, é indicado na prevenção de doenças cardiovasculares. Quanto aos anti-inflamatórios não esteroides, o risco foi 61% maior para homens abaixo dos 50 anos, 32% maior para a faixa entre 50 e 59 anos e 16% para os com 60 anos ou mais. "Os efeitos ototóxicos [que agridem o aparelho auditivo] de altas doses de aspirina estão bem documentados e há suspeitas de que altas doses de anti-inflamatórios não esteroides causem danos auditivos. Nós investigamos o uso regular de doses moderadas desses analgésicos. É o maior estudo prospectivo mostrando essa relação", diz Curhan.

Os pesquisadores fizeram ajustes para fatores que pudessem distorcer os resultados, como alcoolismo, tabagismo, doenças cardiovasculares, hipertensão e uso de outros tipos de medicamento com efeitos comprovados na audição. O trabalho, que acaba de ser publicado na edição de março do "American Journal of Medicine", foi realizado por pesquisadores das universidades Harvard e Vanderbilt, do Brigham and Women's Hospital e da Massachusetts Eye and Ear Infirmary, em Boston. A perda auditiva é considerada a desordem sensorial mais comum nos EUA. Estima-se que afete 10% da população geral e pelo menos metade da população com mais de 65 anos. "Não temos números precisos no Brasil, mas provavelmente a situação aqui é igual ou maior. Os distúrbios auditivos são um problema de saúde pública", afirma o otorrinolaringologista Marcelo Ribeiro de Toledo Piza, diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia. "A deficiência auditiva afeta a capacidade de comunicação, reduz a autonomia e pode levar ao isolamento social e à depressão", completa Curhan.

Fonte: 24 Horas News-MT - 03/03/2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Dobradinha

Faz tempo que quero agitar este espaço, tornando-o útil além do alcance que ele tem hoje. Para falar sobre saúde, inicialmente, tinha que escolher um foco. Há muitas boas fontes sobre o assunto pela rede. O que fiz durante muito tempo foi usar o Pílulas para reproduzir estas notícias, as que achava mais interessantes. Até que veio a ideia, e não podia ser melhor, de convidar o meu amigo e companheiro de setor, João Luis Costa, para se aventurar nesse mundo comigo.

O João é jornalista queridíssimo, parceiro de jornada neste segmento específico há alguns anos, e um cara em quem confio (e que admiro) para iniciar um projeto ousado, ainda que inicialmente tímido. Mais que reproduzir notas sobre saúde, queremos promover discussões ricas e interessantes aqui. Aproveitaremos nossas experiências na área para comentar acontecimentos, novidades e tendências.

Vamos experimentar o formato e brincar com as possibilidades, a princípio.

Espero que os leitores (antigos e novos) gostem.

(Bem-vindo ao nosso lado do balcão, João! Esse lado é o melhor de se trabalhar!)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

fabricantes criam alimentos para capturar cérebros

O Dr. David Kessler serviu a dois presidentes dos Estados Unidos como diretor geral da Food and Drug Administration (FDA, agência federal norte-americana que regulamenta alimentos e remédios) e encarou batalhas difíceis contra o Legislativo e as grandes empresas de tabaco durante esse período. Mas o médico, um pediatra formado pela Universidade Harvard, descobriu que ainda assim não era capaz de enfrentar o poderio das bolachas de chocolate.

Em uma experiência em que se utilizou como cobaia, Kessler testou sua força de vontade comprando dois biscoitos de chocolate com recheio bem cremoso, que ele planejava não comer. Mas se apanhou em casa encarando os biscoitos e tomado por memórias de chocolates e de doces, ao sair da sala para escapar à tentação. Ele saiu de casa e deixou os biscoitos intocados. Com uma sensação de triunfo, parou para tomar um café. Havia biscoitos de chocolate à venda no balcão. Ele acabou comprando e comendo um deles.

"Por que um biscoito de chocolate exerce tamanho poder sobre mim?", indagou Kessler durante uma entrevista. "Será o biscoito em si ou a representação dele que existe em meu cérebro? Passei sete anos tentando descobrir a resposta a essa pergunta". O resultado da busca de Kessler é um fascinante livro ("The End of Overeating: Taking Control of the Insatiable American Appetite") no qual ele propõe respostas para a questão de como controlar o apetite excessivo dos norte-americanos.

No período em que dirigia a FDA, Kessler foi uma figura de destaque, reformando a agência, pressionando por um processo mais rápido de aprovação de medicamentos e supervisionando a criação de rótulos padronizados sobre nutrição para as embalagens de alimentos. Mas ele talvez seja mais conhecido por seus esforços para investigar e regulamentar o setor de tabaco e por sua acusação de que os fabricantes de cigarros haviam manipulado deliberadamente o conteúdo de nicotina do produto a fim de fazer com que os produtos causassem vício com mais facilidade.

Em seu novo livro, ele encontra paralelos para essa atitude no comportamento da indústria alimentícia, que vem combinando e criando alimentos de forma que afeta nossos circuitos cerebrais e estimula nosso apetite por mais e mais. Quando o objetivo é estimular o cérebro, ele aponta, ingredientes individuais não são altamente poderosos.

Mas ao combinar gorduras, sais e açúcar de numerosas maneiras, os fabricantes de alimentos essencialmente conseguiram ganhar acesso ao sistema de recompensas do cérebro, criando um circuito de retroalimentação que estimula nosso desejo de comer e nos deixa querendo mais mesmo que tenhamos comido o suficiente.

Kessler não está convencido de que os fabricantes de alimentos compreendam plenamente a neurociência envolvida nas forças que deflagram, mas as empresas certamente conhecem o comportamento, as preferências de sabor e os desejos humanos. Ele oferece descrições do modo pelo qual restaurantes e fabricantes de alimentos manipulam ingredientes para atingir o chamado "ponto do êxtase".

Os alimentos que contenham açúcar, sal ou gordura de menos ou demais são ou sem graça ou fortes em excesso. Mas os cientistas da comida trabalham com afinco para atingir o ponto exato no qual extraímos o maior prazer dos sais, açúcares e gorduras.

O resultado, diz ele, é que cadeias de restaurantes como o Chili¿s preparam comida "altamente palatável que não requer muita mastigação e é fácil de engolir", aponta. E Kessler aponta que uma barra de chocolate Snickers, por exemplo, é produto de um "extraordinário trabalho de engenharia". Ao mastigarmos, o açúcar se dissolve, a gordura derrete e o caramelo aprisiona os amendoins, de modo que toda a abençoada combinação de sabores é experimentada na boca a um só tempo, gerando uma sensação de felicidade.

Alimentos ricos em gordura e açúcar chegaram há relativamente pouco tempo ao cenário da comida, aponta Kessler. Mas hoje, alimentos são mais que apenas uma combinação de ingredientes. Na verdade, são criações altamente complexas contendo múltiplas camadas de sabores estimulantes que resultam em uma experiência multissensorial para o cérebro. Os produtores de alimentos planejam seus produtos "para que sejam irresistíveis", diz Kessler. "Isso é parte de seus planos de negócios".

Mas o livro dele é menos um ataque ao setor de alimentos do que um estudo do comportamento humano. "Meu objetivo verdadeiro é descobrir como explicar às pessoas o que acontece dentro delas", disse Kessler. "Ninguém jamais explicou às pessoas de que maneira exatamente os seus cérebros foram capturados".

O livro, que entrou na lista de best sellers do New York Times já na semana de lançamento, inclui também a admissão, por Kessler, de que ele mesmo come demais. "A questão do motivo para que não sejamos capazes de resistir à comida não me interessaria tanto se ela não me afetasse diretamente", ele disse. "Ganhei e perdi dezenas de quilos, em repetidas ocasiões. Tenho ternos de todos os tamanhos".

Ainda que o trabalho não seja exatamente um livro de dieta, Kessler dedica uma seção considerável a oferecer conselhos práticos às pessoas que queiram promover uma "reabilitação alimentar". Ele ensina como usar a ciência utilizada para nos fazer comer demais em nosso benefício, para que comecemos a pensar de maneira diferente sobre a comida e reconquistemos o controle sobre nossos hábitos alimentares.


24/06/09
Tara Parker-Pope
The New York Times

O gosto amargo do açúcar

Você pode ter dez vícios. Tem gente que tem mais. Mas já pensou em deixar um vício que não se discute na TV? Sabe o que é 'sugar blues'? Eu fiquei sabendo em 1980 e, de lá pra cá, venho espalhando estas mal traçadas linhas para os amigos. No livro Sugar Blues, o autor William Dufty faz revelações surpreendentes sobre esta 'droga'. Ele afirma que o açúcar branco refinado é destrutivo, vicia tanto quanto o álcool, heroína, morfina e outras inas. É consumido em quase todos os produtos civilizados. Dizem que há até açúcar nos aparelhos eletrônicos que atraem baratas e formigas. “Está no pão, cigarro, creme dental, remédio, em todas as conservas... Se você tem enxaqueca, angústia, insônia, cáries, sente-se inchado, a síndrome de Sugar Blues se apossou de sua vida”, escreveu Dufty.

“Mas a vida já é amarga; sem açúcar então...”. Muita gente diz isso, mas não sabe de onde vem o açúcar, por que é branco, por que é barato, por que todo mundo gosta? Mas sabe que tem gente que morre se ingerí-lo. Dufty, jornalista e produtor cultural resolveu investigar o açúcar branco, refinado. Descobriu que tribos foram mortas, populações enfraquecidas, seres humanos escravizados pelo açúcar nos últimos quinhentos anos! Descobriu também que não se pode falar isso por aí; que a indústria do vício do açúcar refinado é poderosa; está espalhada pelo mundo capitalista em quase tudo e que as crianças já nascem gostando do açúcar que as mães, sem saber, lhes enfiam cordão umbilical abaixo.

Em suas pesquisas, descobriu que escravos eram trocados por açúcar nas costas da África; que chefes, reis e piratas trocavam pessoas por açúcar; que índios – antes saudáveis e soberanos – sucumbiam doentes e dóceis adoçados com açúcar. Dufty descobriu isso nos rebeldes anos dourados quando o rock embalava tanto quanto o 'blues'. O cinema era tudo e tudo era adoçado com açúcar. No entanto, alguns grupos étnicos ainda resistiam ao pó brando e doce. Mesmo assim, viajou pelo mundo falando de sua descoberta. E as indústrias jogaram pesado no cinema, na música, na TV, tanto que a cultura ocidental ignora o que é amargo e supervaliza o que é doce.

Hoje somos pré-diabéticos. “Começo de diabetes” corresponde ao termo médico pré-diabetes utilizado desde 2002. “Com açúcar e com afeto, fiz seu doce predileto...”. Com a mais dissimulada droga que dissolve os dentes e os ossos de toda uma civilização. Nossas tribos urbanas, quase todas, esqueceram o que é mel, frutose ou melado. Poucas sabem o que é a doce planta Stevia ou a rapadura. Mas todas deviam saber que na bula do açúcar branco está a composição: 99% sacarose mais ácidos q.s.p.

Sobre Dufty
O www.ground.com.br informa que o pesquisador faleceu em 2002. Nascido em 1916 no Michigan, EUA, cursou a Universidade de Wayne e trabalhou como colunista e produtor de rádio. Carismático, escreveu para vários jornais, entre eles o New York Post. Em 1950, trabalhou com sua grande amiga e famosa cantora de Jazz, Billie Holliday, com quem criou a conhecida biografia “Lady Sings the Blues”. Inspirado no livro Macrobiótica Zen de George Ohsawa, trocou o açúcar, a carne e os alimentos processados por grãos integrais e vegetais. Casou-se com Gloria Swanson, diva hollywoodiana da década de 20 e grande ativista da saúde. Juntos empreenderam cruzada contra os males do açúcar. Em 1975, publicou Sugar Blues, um best seller que rapidamente vendeu mais de um milhão de cópias.

“Sugar Blues é um livro elaborado por um escritor e pesquisador que esmiúça séculos de história secreta, folclores esquecidos, sábias tradições dos antigos e conceitos científicos inconsistentes, para trazer à tona a verdade sobre a mais dissimulada droga que dissolve os dentes e os ossos de toda uma civilização - a sacarose refinada, comumente chamada açúcar. Pesquisas desenvolvidas nos grandes centros científicos evidenciam consideráveis vínculos entre o açúcar refinado e as mais alarmantes doenças modernas, da depressão ao derrame cerebral. Entretanto, esta substância antinutriente formadora de hábito, é consumida, a cada dia, em praticamente todos os produtos utilizados na dieta do homem civilizado, do pão aos cigarros.”


Artigo escrito por Galdino Mesquita: jornalista, editor, professor de jornalismo na Universidade Paulista - Unip. Com especialização em Educação Ambiental, pela FSL de Jaboticabal, tem artigos publicados em várias capitais

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Alimento sem agrotóxico deve ser prioridade em saúde

A preocupação com a segurança dos alimentos deve ser tão importante quanto as apreensões em relação à segurança pública. Essa é a mensagem que especialistas apontam após a pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que revelou concentrações irregulares de agrotóxicos em determinados vegetais, como pimentões e morangos. Pesquisadores defenderam a continuidade do trabalho e rebateram alegações de que bastaria lavar as frutas para eliminar riscos, além do argumento de que não haveria comprovação sobre a possibilidade de o produto contaminado causar mal à saúde.

Segundo afirmam, também não seria verdade que não há problema em utilizar um agrotóxico aprovado para a banana, por exemplo, no pimentão. Essa foi uma das principais irregularidades encontradas pela pesquisa, mas representantes do agronegócio afirmaram que o uso das substâncias em culturas para as quais não estão aprovadas não traria riscos. "Essa é uma luta que não para. Ao mesmo tempo em que temos de nos preocupar com a segurança (pública), por exemplo, temos de nos preocupar com o que iremos consumir", compara Délio Campolina, presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia. "A continuidade desse programa é fundamental para o controle fitossanitário dos alimentos. É uma questão de segurança alimentar", defende o professor associado do Departamento de Genética da Universidade de Brasília Cesar Grisolia, autor do livro Agrotóxicos: Mutações, Câncer e Reprodução.

O Estado de S. Paulo
Fabiane Leite e Karina Toledo
19/04/2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Amamentar reduz dor na vacinação

Crianças amamentadas demonstram sentir menos dor durante vacinação, segundo estudo turco com 243 crianças de até 48 meses de idade publicado no "Journal of Pediatrics". Observaram-se menores tempo de choro e nível de dor entre os bebês de até 6 meses que eram amamentados e os de 6 a 48 meses que tomaram uma solução de sacarose ou receberam analgésico tópico.

Folha de S. Paulo
15/04/2009

Coreanos no Brasil sofrem transtornos

Um estudo feito pela Unifesp com 324 coreanos residentes no país e publicado no "Cadernos de Saúde Pública" mostrou que 42% deles têm algum distúrbio psiquiátrico. Os pesquisadores acreditam que as mudanças vividas pelos imigrantes são estressantes e os tornam mais vulneráveis a distúrbios. Os principais transtornos foram uso de tabaco, álcool e drogas e ansiedade.

Folha de S. Paulo
15/04/2009

Nasce nos EUA menina concebida com sêmen congelado por 22 anos

Médicos dos EUA anunciaram ontem o nascimento de uma menina concebida por meio de sêmen congelado havia 22 anos. O pai do bebê, Chris Biblis, 39, teve leucemia na adolescência e, antes de iniciar o tratamento de radioterapia que o tornaria infértil, a família decidiu congelar seu esperma. Stella Biblis nasceu no dia 4 de março por meio de uma técnica de fertilização in vitro chamada ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozóide). Os especialistas selecionaram um espermatozoide saudável, que havia sido descongelado, e o injetaram no óvulo de Melodie, mulher de Biblis. Depois, o embrião foi transferido para o seu útero.

Os especialistas responsáveis pelo tratamento, feito em uma clínica em Charlotte, na Carolina do Norte, em junho de 2008, afirmam que o intervalo de 22 anos entre o congelamento do sêmen, em 1986, e a concepção seja o mais longo já registrado.
Chris Biblis recebeu tratamento para leucemia entre os 13 e os 18 anos. O congelamento ocorreu aos 16, antes de ser submetido a sessões de radioterapia. Ele está livre da doença há 20 anos.

Folha de S. Paulo
Cláudia Collucci
15/04/2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Células-tronco contra a infertilidade feminina

Um estudo realizado na China abre as portas para a solução de casos de infertilidade feminina. Especialistas da Universidade Jiao Tong de Xangai afirmam ter produzido ovócitos a partir de células-tronco retiradas de ovários de camundongos fêmeas. Os ovócitos são células precursoras que sofrem maturação para dar origem aos óvulos. Estes, por sua vez, são lançados no útero uma vez por mês para fertilização. Caso dê certo em humanos, o experimento, publicado na revista "Nature Cell Biology", representaria uma saída para muitas mulheres inférteis que tentar gerar um filho. Os cientistas chineses, liderados por Ji Wu, isolaram células-tronco germinativas dos ovários de camundongos recém-nascidos (cinco dias de vida) e adultos. As células foram mantidas no laboratório, em cultura, por mais de seis meses. Depois de congeladas, descongeladas e transplantadas para os ovários de camundongos estéreis, cujos óvulos e ovócitos haviam sido destruídos antes por quimioterapia, produziram novos óvulos. Esses gametas femininos foram fecundados e deram origem a bebês camundongos saudáveis.

Jornal do Commércio
13/04/2009

Rosto vermelho ao beber indica risco de tumor

Quem fica com o rosto vermelho ao ingerir álcool pode estar mais do que só envergonhado. O fluxo sanguíneo pode indicar maior risco de ter um câncer de garganta fatal, dizem cientistas. Essa resposta, que pode vir junto com náusea e aceleração dos batimentos cardíacos, é causada principalmente por uma deficiência herdada numa enzima chamada ALDH2, compartilhada por mais de um terço da população de origem japonesa, chinesa ou coreana.

A deficiência resulta em problemas para metabolizar o álcool, levando ao acúmulo de uma toxina chamada acetaldeído. Pessoas com duas cópias do gene alterado têm reações tão ruins que não conseguem consumir muito álcool. Mas aqueles com só uma cópia do gene podem se tornar tolerantes ao acetaldeído e consumir álcool regularmente.
O tumor, chamado câncer de esôfago de células escamosas, pode ser tratado com cirurgia, mas a sobrevida é baixa. Até o consumo moderado de bebida aumenta o risco, mas ele sobe muito com o consumo frequente. Uma pessoa com deficiência de ALDH2 que toma duas cervejas por dia tem de seis a dez vezes mais risco de desenvolver o câncer do esôfago em relação a um indivíduo sem a deficiência da enzima, por exemplo.

Folha de S. Paulo
13/04/2009

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Medidas simples podem evitar sequelas graves

Dados do Ministério da Saúde apontam que o Acidente Vascular Cerebral (AVC), mais conhecido como derrame, é a principal causa de mortes no Brasil. Estimativas constatam ainda que seja também a principal doença incapacitante, levando milhares de pessoas a se aposentarem por invalidez, já que cerca de 40% das pessoas que sofrem um AVC ficam com sequelas. Apesar de ser grave, o atual comportamento diante da doença pode fazer vítimas desnecessárias. Isso porque, com medidas simples de diagnóstico aliadas ao avanço da medicina, é possível evitar ou ao menos minimizar os danos causados.

Segundo o cardiologista do Hospital do Coração, Manoel Canesin, a constatação da doença pode ser feita logo no início com a observação de alguns sintomas. ``Ao ver que um familiar não está se sentindo bem, peça que ele sorria. Se a boca cair para um lado, pode ser um sinal. Outra medida é pedir que a pessoa pronuncie uma frase com letras repetidas, como por exemplo, ``O rato roeu a roupa do rei de Roma``. Caso seja impossível entender uma palavra na pronúncia, também pode ser um sinal. Por último, mas não menos importante, a pessoa deve levantar os dois braços e mantê-los erguidos por mais de dez segundos. O braço não pode cair.`` A alteração de apenas um dos sintomas representa 72% de chances de ser um AVC.

Folha de Londrina
Marian Trigueiros
09/04/2009

A ansiedade nos mais velhos

A terapia cognitivo-comportamental pode melhorar sensivelmente os sintomas em sexagenários com distúrbio de ansiedade generalizada. Isso é o que mostra uma pesquisa americana feita com 134 voluntários com idade média de 67 anos, publicada no "Journal of the American Medical Association". Os pacientes submetidos à terapia tiveram uma melhora em sintomas como preocupações e depressão. O distúrbio é bastante comum nos mais velhos e abre caminho para o declínio da saúde física, perdas de memória e piora na qualidade de vida em geral.

Equilíbrio: Folha de S. Paulo
09/04/2009

Assembleia aprova a lei antifumo em SP

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou ontem, por 69 votos a 18, o projeto de lei que bane o cigarro e derivados de tabaco de todos os ambientes coletivos fechados, públicos ou privados, e proíbe as atuais áreas de fumantes. O texto segue agora para sanção do governador José Serra (PSDB), autor da proposta, que tem dez dias para se manifestar. Após ser sancionada, a nova norma entra em vigor em 90 dias.
Fumar agora em todo o Estado só na rua (ainda assim onde não haja toldos ou marquise), dentro de casa ou do carro. A proibição se estende a lugares parcialmente fechados -aqueles que têm paredes ou teto vazados, por exemplo.

Entram na lista de proibição ao fumo bares, boates, restaurantes, hotéis, pousadas, áreas comuns de condomínios, casas de show, shoppings, ginásios esportivos e estádios, todas as repartições públicas, hospitais e até carros de polícia e táxis.

Folha de S. Paulo
Jornalistas: José Ernesto Credendio e Vinícius Queiroz Galvão
08/04/2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

Ajustes no estilo de vida diminuem risco de câncer colorretal

Mudanças de hábito reduzem em mais de 30% a chance de desenvolver tumores colorretais em homens. O dado é de um estudo publicado no "European Journal of Cancer Prevention", que avaliou o impacto de adotar recomendações relativas aos fatores de risco. São elas: limitar a ingestão de carne vermelha e de álcool, aumentar o consumo de frutas, fibras e vegetais, praticar atividades físicas e controlar o peso.

Folha de S. Paulo
07/04/2009